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Família evangélica é a primeira a receber autorização para cultivo de maconha medicinal pela Defensoria Pública de Mogi

Salvo-conduto reconhece plantio como não-criminal e também permite que a família produza o óleo de canabidiol, artesanalmente, em casa. Produto é usado no tratamento das gêmeas Isabella e Isadora, que têm 8 anos, são autistas e diagnosticadas com epilepsia. Mágica Mistura

O documento, que reconhece o plantio como não-criminal, também permite que Andreia Rodrigues e o marido Djovaldo Rodrigues produzam o óleo de canabidiol (CDB) em casa para o tratamento das filhas.

O processo levou pouco mais de um ano. Inicialmente, Andreia e Djovaldo receberam um habeas corpus, que impediria a prisão do casal, caso fossem flagrados cultivando a planta.

As gêmeas Isabella e Isadora, de 8 anos, têm diagnósticos de autismo, paralisia cerebral e epilepsia. Antes do uso do fitoterápico, uma das meninas chegava a ter 50 convulsões por dia. Hoje, com quase dois anos de tratamento, elas não sofrem mais com as crises e tiveram avanço no desenvolvimento motor e cognitivo. Gustavo Camizao – Pop

A família relata que as crises epiléticas das gêmeas cessaram logo após o primeiro uso do óleo. Desde então, se tornaram raras. Sem convulsões frequentes, o desenvolvimento das crianças também melhorou, como relata a mãe. Smoke Buddies

“A Isabela já está, praticamente, andando. Fica paradinha, está apontando, se comunicando. Ela entende tudo. A Isadora também fala de tudo. Elas estão superbem. Comem bem. A gente fala que o canabidiol é o oleozinho da alegria”, brica.

“Até pouco tempo, até fisioterapia elas estavam fazendo. A gente não tem como parar de vez, mas elas estão muito bem. Às vezes a Isabela solta alguma palavra. Elas mostram uma evolução grandíssima. Ela não tomava água e, agora, até aponta para água e pede. Coisas que ela não faria se não usasse ele”.

Na decisão, o Juiz Tiago Ducatti Lino Machado, da 3ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes, determina “às autoridades de Segurança Pública Estaduais, Municipal e Federal e seus subordinados que se abstenham de prender, conduzir ou indiciar a paciente pela conduta de semear, cultivar e fazer a colheita de sementes, plantas ou óleos extraídos de cannabis, e de apreender tais sementes, plantas e óleos”.

Além de facilitar o tratamento, a medida também traz um alívio para o bolso da família. Eles chegaram a obter a autorização junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importação do produto. No entanto, em razão do alto custo, tornou-se impossível a manutenção do tratamento – cada frasco custa cerca de R$ 1 mil, sendo que mensalmente as crianças necessitam de três.

Com a tão esperada autorização, a família precisa se preocupar com os próximos passos. Primeiro, devem definir onde a erva será plantada. Segundo, precisarão de sementes e de uma estrutura que permita o crescimento saudável e livre de pragas. Porém, apesar dos desafios, ela reconhece que o mais difícil já passou.

Evangélica e mãe de gêmeas com epilepsia, moradora de Mogi deixa preconceito e vira ativista pela maconha medicinal – Foto: Andreia Rodrigues/Arquivo Pessoal. G1

“Aqui no condomínio é fechado. É difícil, não tem espaço. A gente está vendo um pedacinho de terra em um sítio para fazer o cultivo. Eu também precisaria agora de doação de plantas. Eu vou ter que importar sementes, porque é difícil conseguir que alguém conceda tantas mudas. A média da semente, que chama ‘automática’, é de R$ 20 a R$ 30. Eu ainda não importei”.

Agora, Andreia espera que seu caso sirva como exemplo e incentive o judiciário a conceder autorização para outras famílias que, como a dela, tiveram a qualidade de vida transformada pelo produto.

Em uma entrevista ao G1 em junho de 2020, Andreia falou sobre como superou o preconceito e se tornou ativista da causa. Na época, as filhas já usavam o óleo de cannabis mediante prescrição médica e apresentavam resultados significativos, segundo a mãe.

“Eu pedi uma quantidade generosa, porque podem surgir pragas, pode surgir um monte de coisa. Se a gente conseguir uma colheita boa, dá a quantidade de óleo. A autorização seria por tempo indeterminado por que, no caso das minhas filhas, não tem cura. É só tratamento. Eu expliquei que elas não podem ficar sem o óleo, porque já aconteceu de a gente ficar sem e elas terem crise”, relata a mãe.

“A cannabis salva vidas, como salvou a vida das minhas filhas. Durante a pandemia, a gente receber uma notícia dessa, foi uma benção na nossa vida. Como eu disse para a defensora, que eu seja a primeira de muitas que virão”, comenta a mãe.

“Eu fico muito feliz em saber que agora poderemos cultivar a santa erva. Eu digo santa, porque na época nós tínhamos muito preconceito, porque somos evangélicos, mas a gente viu o que a planta fez. Da água para o vinho, a nossa vida mudou”, relata o pai. “[Antes] Eu tinha muito preconceito. Eu tinha medo de quem usava maconha”.

Publicado por Edson Jesus

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