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Maconha tem efeitos diferentes do tabaco nos pulmões, segundo estudo

O uso adulto da maconha ainda é proibido no Brasil, o que consequentemente, gera uma ideia de que o seu consumo ainda é pior para os pulmões que a nicotina, que é legalizada. Contudo, parece que isso não é verdade. Tainara Cavalcante

Pelo menos é o que diz um estudo publicado numa terça-feira (10.01.2012) no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine. Realizado por pesquisadores da Nova Zelândia, o fumo da maconha ao longo prazo não tem os mesmos efeitos que o tabagismo.

Nos Estados Unidos, vários estados permitem o uso recreativo e/ou médico da maconha. Por esse motivo, muitos pesquisadores têm se debruçado sobre o tema – eles investigam se a maconha pode causar doenças ou ajudar a tratá-las. Naquele país, muitas pessoas utilizam a erva e seus derivados para auxiliar no alívio da dor crônica e dos efeitos colaterais do tratamento do câncer, além de tratar epilepsia. Pulmão Online

O trabalho analisou os efeitos a longo prazo da cannabis e do tabagismo em 881 adultos de meia-idade. A conclusão foi a de que a inalação da cannabis estava associada a uma maior capacidade pulmonar.

A cannabis pode ter menos efeitos que o tabaco, mas não está isenta. O próprio estudo destacou outras alterações fisiológicas decorrentes do fumo, contudo, distintas do cigarro.

Stefan Kertesz, autor do estudo, disse ao G1 que o consumo da maconha envolve mecanismos mais complexos, não só no corpo como um todo, mas também nos aspectos morais e culturais, e que seu trabalho não deve servir como uma defesa da droga. MidiaNews

Marta Jezierski, diretora do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, diz que um estudo como esse já vinha sendo aguardado pelos especialistas.

Segundo ela, a ideia de que a maconha faz menos mal à saúde do que o cigarro circula como um mito. “Havia suspeitas, mas não havia um estudo que confirmasse”, disse a médica.

A pesquisa usou uma base de dados de fumantes – de maconha e tabaco – pelo período de 20 anos. Entre os que consumiram tabaco, houve redução da capacidade pulmonar. Já entre os fumantes de maconha, não houve perda; pelo contrário, o volume de ar que cabe nos pulmões aumentou um pouquinho.

A fumaça da maconha realmente ajuda a relaxar os brônquios. Ela provoca a dilatação, o que consequentemente, aumenta o fluxo de ar no sistema aéreo. Contudo, o uso a longo prazo pode ser prejudicial.

De acordo com uma revisão publicada na revista Addiction, há fortes evidências de que fumar maconha pode resultar em efeitos nos pulmões e no sistema respiratório. Além de aumentar as chances de desenvolvimento de bronquite grave e complicações.

Outro trabalho publicado em 2013 também aponta um risco maior de infecção no pulmão decorrente da maconha. Por outro lado, a associação ao câncer é inexistente.

A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) se refere a um grupo de doenças pulmonares que inclui bronquite e enfisema. Os sintomas da DPOC podem incluir chiado, falta de ar e aperto no peito. De acordo com a gravidade, também pode incluir: fadiga, perda de peso não intencional, baixo nível de oxigênio. A doença causa inflamação que prejudica o fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões, dificultando a respiração. Trata-se de doença progressiva – isso significa que os sintomas de uma pessoa tendem a piorar com o tempo. O tabagismo é a causa mais comum da DPOC, sendo responsável por cerca de 85% a 90% dos casos.

O vínculo entre o uso de maconha e a DPOC é menos certo, e os achados foram mistos. Qualquer associação entre a droga e a doença parece se relacionar com a forma como uma pessoa usa maconha e com que frequência a usa. Autores de um estudo de 2014 concluíram que fumar pequenas quantidades de maconha, provavelmente, não causa danos significativos, mas que o uso pesado pode obstruir as vias aéreas e danificar o tecido pulmonar.

Mas a maconha em outras formas pode beneficiar pessoas com DPOC. No entanto, nenhuma pesquisa concluiu que maconha pode tratar DPOC.

No entanto, no que diz respeito a Capacidade Vital Forçada (CVF), pode haver algum benefício com o uso da maconha. CVF é a quantidade de ar que uma pessoa pode exalar com força e rapidez após respirar fundo. A CVF reduzida é um sinal de DPOC. De acordo com uma revisão de 19 estudos de 2015, fumar maconha pode aumentar a CVF, embora as razões permaneçam um pouco incertas. Alguns pesquisadores sugeriram que o CBD e o THC podem diminuir o edema nos pulmões e ajudar a abrir as vias aéreas em pessoas com DPOC.

Até agora, não há estudos suficientes que evidenciem essa relação, justamente porque a cannabis possui efeitos distintos à nicotina nos órgãos.

Faltam estudos mais elaborados porque consumidores de maconha geralmente também utilizam tabaco, por isso, fazer a distinção é difícil. 

Algumas pesquisas, inclusive, descobriram que não há diferenças mensuráveis entre fumantes e não fumantes de cannabis. Como por exemplo, um trabalho de 2010, que mostrou que a saúde pulmonar dos dois grupos eram equivalentes.

Aqui tem mais: Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?

Publicado por Edson Jesus

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3 comentários em “Maconha tem efeitos diferentes do tabaco nos pulmões, segundo estudo

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