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A morte de “Abuela Marihuana”(vovó maconha), a ativista mais antiga da Espanha

“Quero que você misture minhas cinzas com terra e plante maconha”, pediu a ativista canábica Fernanda de la Figuera, também conhecida como Vovó Marihuana, antes de morrer. Franca QuarnetiAweederia

Assim, a organizadora de cannabis mais velha da Espanha faleceu em 24 de abril aos 78 anos, após uma vida de luta contra a proibição da cannabis na Espanha. De la Figuera foi a primeira mulher espanhola a ter seu direito ao autocultivo da planta reconhecido, em 1995. El Planteo – 26/04/2022

A morte da popularmente conhecida como “Abuela Marihuana” (vovó maconha) causou grande dor no movimento canábico, o que se reflete nas centenas de mensagens comemorativas evidenciadas nas redes sociais, ao ser considerada uma referência histórica. Cannabis World Journals – 17 de mai.

Em 1978, aos 35 anos, foi viver para Málaga visando trabalhar no setor imobiliário, comprando e vendendo propriedades rústicas, onde, segundo ela, “se apaixonou” pela flora e clima da Andaluzia. Desde então, ela cultiva cannabis e luta por sua legalização, razão pela qual em 1996 fundou a Associação Ramón Santos para Estudos de Cannabis na Andaluzia (ARSECA), com a qual em 1998 organizou pela primeira vez o evento de cannabis La Bella Flor, que reuniu mais de 300 participantes. Mais tarde, em 2010, ela criou a Associação Marías por María em Málaga com outras mulheres que precisavam usar cannabis para aliviar suas dores ou tratar os sintomas de suas doenças.

Da mesma forma, conforme noticiado pela Revista Cáñamo, Fernanda criou o Partido para a Legalização e Normalização da Cannabis (PCLYN) e a Federação das Associações de Cannabis. Ela também foi porta-voz da Coalizão Europeia para Políticas de Drogas Justas e Eficazes (ENCOD) e presidente do partido Green Light cannabis.

Como ela contou em uma entrevista, já em 1982, De la Figuera percebeu que sua relação com a maconha seria para toda a vida: graças à planta, ela conseguiu combater a depressão e suas doenças físicas.

Quando ela tinha 76 anos, enfrentou uma sentença de quatro anos de prisão por cultivar cannabis medicinal. Os fatos remontam a 2014, quando a Guarda Civil apreendeu plantas de sua horta que haviam sido cuidadas por mais de uma centena de mulheres que faziam parte da associação, e usavam essa plantação para aliviar sintomas de doenças como câncer, artrose, artrite ou fibromialgia.

Apesar do exposto, seu espírito de luta não parou, ela sempre manteve a bandeira da folha verde levantada, resultado de sua indignação com a proibição de uma planta que proporciona tantos benefícios para a saúde, bem-estar pessoal, conhecimento e prazer .. Mas essa luta nunca foi fácil para ela, nem para tantos outros ativistas que enfrentaram a mesma causa: a regulamentação do uso de cannabis, que em outros países da União Europeia, em potências como Canadá, Israel ou os EUA, e em grande parte da América Latina já foi aprovado.

“Abuela Marihuana” não perdeu o sorriso, nem o desejo de continuar lutando por regulamentações que legalizassem o cultivo, razão pela qual foi condenada primeiro à prisão por um tribunal criminal e, depois pelo Tribunal Provincial de Málaga. Foi um golpe duro, mas não o suficiente para tirá-la do jogo, nem mesmo em uma idade em que quase todo mundo pensa apenas na aposentadoria definitiva.

O movimento canábico da Espanha, um dos principais e maiores do mundo, formado por mais de 1.500 associações de usuários, e que ainda aguarda uma lei estadual para regular seu funcionamento, expressou sua dor nas redes e em seus meios de comunicação a perda de uma avó, ativista veterana, e referência histórica em uma longa luta que ainda não alcançou seu objetivo principal: regular o uso da planta cannabis, seja medicinal, recreativa ou ambos.

“É o melhor remédio que já tomei e o melhor remédio que tenho. Se não fosse a maconha, eu não estaria aqui agora, estou absolutamente convencida disso”, disse a avó em 2019.

Fernanda de la Figuera será sempre lembrada por seu sorriso e sua luta por uma causa que começou nos anos setenta, quando ainda havia tanto estigma no mundo, e seu país, Espanha, ainda vivia sob a ditadura de Francisco Franco, que aprovou em 1967 a lei que continua a reger a concessão de licenças para cultivo de cannabis para fins de pesquisa ou produção medicinal, uma vez que, cinco décadas e meia depois o Congresso dos Deputados ainda não conseguiu aprovar outra norma na democracia para substituí-la.

Here’s more: Lester Grinspoon, Coletivo organiza nova Marcha para Maconha (Atualizado em 27.jul.22), 5 mulheres fundamentais na história da maconha (Hoje tem Sorteio), Família evangélica é a primeira a receber autorização para cultivo de maconha medicinal pela Defensoria Pública de Mogi

Publicado por Edson Jesus

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