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Traficante da onde!?!

“A ética é a ciência da moral”, em quase todo curso de jornalismo, ali pelas primeiras semanas de aula, os estudantes recém-chegados estão animados com o fato de que podem ir ao banheiro sem pedir permissão e beber cerveja depois da aula, o professor proclama essa frase. Julia ReisVice

Instagram: agregandohumor

No campo midiático, o racismo naturalizado se infiltra a partir de palavras e termos seletos, principalmente nas publicações de editoria policial.

Em um estudo sobre o racismo na mídia publicado em 2011 por Harrison da Rocha, mestre e doutor em Linguística pela Universidade de Brasília, o autor aborda a seletividade do sistema feita de forma clara e incoerente.

Na pesquisa foi detectado que tudo isso surgiu na Europa Ocidental e a falta de representatividade nas redações. “Praticamente todos os jornalistas na Europa Ocidental pertencem à raça branca e não têm relação nem pessoal, nem profissional com as classes minoritárias”.

Memedroid

“Ao se publicarem as matérias, há todo um crivo ideológico. Os artigos de jornal são produzidos de maneira particular em contextos sociais específicos e de maneira coletiva”, completa.

O incômodo parte de como a mídia aborda outros indivíduos em situações judicialmente similares que se diferem somente da condição social, cor e localidade.

Amanda Refatti Viezzer, 19 anos, mora em Florianópolis e foi barrada na imigração na cidade de Roma, Itália, com mais de três quilos de cocaína escondidos no fundo falso de sua bolsa. A matéria leva a fala de seu advogado que afirma que Amanda foi “vítima da situação”.

Na prática, quando o bandido é de classe média, pele clara e cabelo liso raramente é chamado de “bandido” ou “infrator”. Quando se analisa as manchetes nota-se que assim como no caso de Amanda, todas insistem que o indivíduo não tem antecedentes criminais ou má conduta.

Ele foi pego com 130 quilos de maconha, centenas de munições, um fuzil e uma pistol e ficou dois dias preso na época do crime. Na matéria mais recente, do jornal Folha de S. Paulo, a legenda que leva sua foto é: “O empresário Breno Fernando Solon Borges, 37, filho da presidente do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), a desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges”.

Diante a tantos anos do histórico racista na mídia, é hora de parar, refletir e revisar os termos não baseados na seletividade, mas em fatos. A ética pregada como lei de política nas empresas podem ser transmitidas de maneira correta no simples fato da reflexão e não seletividade. A regra é simples e padrão: se o indivíduo não foi julgado, é suspeito.

Publicado por Edson Jesus

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